Em 2008, a categoria enfrentou o governo três vezes para garantir o Adicional de Risco (era assim que queríamos que chamasse o benefício), mas a ECT numa manobra no Acordo Coletivo alterou o texto para Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta (AADC). Na época, a situação foi motivo de indignação na categoria pois era a possibilidade de reverter a gratificação em anos de aposentadoria.
Depois de seis anos de AADC, os motoboys de São Paulo conquistaram o Adicional de Periculosidade - Lei Federal 12.997/14, abrangendo todos os trabalhadores que transitam de motocicleta a trabalho no país inteiro, inclusive os Carteiros da ECT.
Num ato de total desespero da empresa, foi incluído um dispositivo que permite a ECT suspender o pagamento do AADC do Acordo Coletivo de 2014.
A categoria rejeitou o Acordo Coletivo e exige receber tanto o AADC quanto o Adicional de Periculosidade, porque não se tratam de benefícios de mesmo teor.
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Essa medida vai abrir uma brecha para a ECT retirar o AADC dos trabalhadores que não exercem função de moto.
O ministro do TST, Ives Gandra, fez a proposta para que os trabalhadores aceitem que a empresa substitua a gratificação de função convencional por um adicional específico que contemple os Carteiros motorizados em percentual superior ao atualmente recebido a título de gratificação, que possa chegar a 25% ao invés do valor fixo de R$ 235,00.
Essa é uma manobra do TST e da ECT e do PT para não pagar os dois adicionais ao qual os motociclistas tem direito.
A próxima reunião de conciliação será realizada no dia 21 de janeiro de 2015, às 14h. Até lá o sindicato estará nas bases e fará assembleia para saber se a categoria aceita a proposta.
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