Empresa impede acesso do sindicato ao trabalhador e cria situações punitivas

A direção pusilânime dos Correios no estado de Santa Catarina sentiu a força da categoria e para tentar enfraquecer o sindicato proibiu a visita dos dirigentes sindicais aos locais de trabalho para conversar com os trabalhadores.

 
A direção pusilânime dos Correios no estado de Santa Catarina sentiu a força da categoria e para tentar enfraquecer o sindicato proibiu a visita dos dirigentes sindicais aos locais de trabalho para conversar com os trabalhadores. Para justificar a decisão colocam como desculpa o acúmulo de correspondências. Em conversa com os trabalhadores foi obtida a informação de que as unidades: CDD Balneário Camboriú, CDD Itajaí e CDD Brusque existem entregas acumuladas porque a ECT não permite aos trabalhadores a realização de horas extras durante a semana. A orientação dos superiores é para castigar os trabalhadores com o cumprimento dessas horas aos sábados e domingos. A medida é punitiva e visa adestrar o trabalhador que participou da greve e ainda causar ira naqueles que não estiveram na greve e estão tendo de cumprir o horário.

Além desta situação, a direção da ECT tem orientado aos superiores das unidades que desloquem seus trabalhadores para outras unidades, sem que pra isso, pague as diárias as quais teriam direito o trabalhador, por estar se deslocando do seu local de trabalho. Outra maneira de punir o trabalhador, atingindo diretamente o pagamento da sua força de trabalho. Para sair da unidade é preciso haver consenso entre o trabalhador e o patrão, a empresa deverá arcar com os custos deste deslocamento. O mal exemplo ocorreu na cidade de São Lourenço do Oeste onde trabalhadores que estiveram em Chapecó foram usurpados deste direito pelo diretor da unidade.

SID nossa de cada dia

Em Criciúma um companheiro recebeu uma SID por estar de atestado médico e em Blumenau o gestor de uma unidade sentiu-se ofendido por um companheiro ter doado sangue. O que se percebe é que para se estar a frente de um cargo de chefia é preciso ter equilíbrio psicológico, preparação, compreensão relativa as indiossincrasias dos seres humanos e conhecimento, afinal ao pretender um cargo de chefia, o líder precisa entender o funcionamento da estrutura para orientar seus liderados,  valorizando-os e estimulando o profissional ao trabalho.

Qual é a o conhecimento de um gestor de unidade para julgar se um trabalhador está ou não doente?

Se for o caso, com a falta de médicos nos CDD`s, os Correios poderiam agregar essa função também as chefias. Assim, os companheiros que sofrem acidentes, dentro do local de trabalho, poderiam receber um melhor atendimento.

Em Itajaí um companheiro sofreu um corte na região da cabeça por ter de realizar o trabalho em uma viatura inapropriada a sua atividade. O gerente da unidade ao ser interpelado pelo sindicato alegou não ter conhecimento do fato. Além de apresentar despreparo, demonstrou-se irresponsável.

Orientamos aos trabalhadores que ao receber uma SID, que entre em contato com o sindicato para podermos ajudá-lo a responder.

Por fim, o cargo de diretor dos Correios não é conquistado por competência e muito menos por conhecimento. É uma indicação política, que se alterna com a mudança de partido no governo, de maneira estratégica, para atender aos interesses dos políticos no poder. O que se pode entender por competência é o trabalho do profissional que ocorre após a sua indicação, podendo ser reconhecido por sua aptidão em lidar com diferentes situações, promovendo não apenas o melhor para a empresa quanto para os trabalhadores, que são o seu maior patrimônio, ou simplesmente por sua inércia.

O SINTECT/SC está absorvendo todas as dificuldades que estão sendo impostas pela atual direção dos Correios.  Na dificuldade estamos desenvolvendo novas ágoras e vamos mobilizar os trabalhadores, pois essa é a função do sindicato. Cada negativa serve de estímulo para que de maneira inovadora encontremos soluções para alcançar o trabalhador. O prejuízo futuro será contabilizado na conta de quem depende da própria imagem e do histórico para sobreviver, como é o caso de profissionais de cargos indicados.

No bom ditado popular podemos dizer: Mais cedo ou mais tarde a casa cai. 
 

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