Carteiros em Atendentes acorrentados em frente ao C.O.A para exigir o pagamento da PLR e o fim da Ditadura Amarela

O protesto é uma maneira de expor e denunciar a prática de coerção que tem sido aplicada pela DR/SC aos trabalhadores por meio de punições.

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Em protesto, por várias reivindicações não atendidas da categoria dos trabalhadores dos Correios de Santa Catarina, os dirigentes dos Sintect/SC, realizam ato em frente ao Complexo Operacional e Administrativo (COA), em São José, no final da manhã desta quarta-feira, dia 12/11. O protesto é uma maneira de expor e denunciar a prática de coerção que tem sido aplicada pela DR/SC aos trabalhadores por meio de punições. 


"Nós trabalhadores dos Correios estamos aqui para protestar contra a Ditadura Amarela que vem sendo implementada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com ações ordenadas pelo diretor regional dos Correios de SC com as ações do ASGET", destacou Giovani Zoboli, carteiro e dirigente sindical.

Vários trabalhadores estão sendo punidos duplamente por não atender as convocações para repor os dias parados na greve ocorrida no inicio de 2014, contra o Postal Saúde. Apesar de a própria empresa ter determinado que as horas poderão ser compensadas até dezembro deste ano, os trabalhadores estão sofrendo punições. 

"Exigimos o fim das punições", avisa o dirigente sindical Gilson Vieira. 

Outro tema muito debatido entre a categoria e que tem levado muitos trabalhadores a denunciar gestores e chefias é quanto ao assédio-moral e sexual na estrutura dos Correios. 

"São situações às vezes tão sutis que acaba tornando-se difícil denunciá-las", destacou o dirigente Juliel de Queiroz.

Em função de todo o trabalho de mobilização dos trabalhadores, realizado pela direção do Sintect/SC, muitos dirigentes estão sofrendo perseguições por parte de gestores da ECT. 

Por isso, esse protesto exige o fim a perseguição aos dirigentes sindicais e aos trabalhadores grevistas.

Tema de maior preocupação da categoria no momento, o pagamento da PLR, ainda não aconteceu. Nesta quarta-feira, dia 12, está acontecendo uma audiência no TST para tratar da PLR a partir da proposta elaborada pelo ministro do TST.

O ato também exige que os Correios cumpra a lei 12.997/14, e pague a periculosidade aos motoqueiros. 

A ampliação da segurança nas agências com Banco Postal é item do Acordo Coletivo o qual as soluções vêm sendo proteladas pela direção dos Correios. 

Os dirigentes pedem uma atenção especial aos trabalhadores OTTs que têm sido acometidos de doenças em função da pressão por metas no ambiente de trabalho e por exercer atividades muitas vezes sem as condições necessárias para resguardar a sua saúde. 

Por fim, é inadiável e necessária à contratação via Concurso Público por prazo indeterminado, de trabalhadores. A empresa tenta burlar a lei trabalhista, optando por uma modalidade de contratação terceirizada com tempo determinado, para assim reduzir custos com direitos trabalhistas. 

Compartilhe essa notícia se você é contra as perseguições aos trabalhadores dos Correios. 

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