Em resposta a entrevista
do Diretor Regional dos Correios de Santa Catarina, Paulo de Andrade, para o
GLOBO, o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e
Similares de Santa Catarina – SINTECT/SC vem esclarecer que a atual gestão da
entidade em nenhum momento forneceu para qualquer grupo político as informações
contendo os endereços postais dos nossos sindicalizados.
Em matéria publicada com
o título: “Diretor dos Correios em SC também pediu em carta votos para Dilma”, escrita pelo jornalista Alexandre Rodrigues, o atual diretor regional sugere
que as informações de cadastro dos trabalhadores teriam sido fornecidas a um
"grupo de funcionários petistas" em apoio a reeleição da presidenta
Dilma. O grupo teria utilizado a estrutura regional da empresa para disseminar
o discurso das conquistas obtidas pelo governo federal e ainda pedindo o voto
dos funcionários dos Correios à candidatos locais para o Governo do Estado,
Assembleia Legislativa, Senado e para a Câmara dos Deputados.
Segundo o texto da
entrevista do diretor regional Paulo de Andrade, a informação "(...) Pode
ter vindo das associações ou do sindicato, que fazem eventos em que funcionários
se cadastram (...)", menciona o Sintect/SC e a ARCO - Associação
Recreativa dos Correios.
Cabe ressaltar que a
direção do Sintect/SC, gestão 2014-2017, não apoia o atual governo federal. Desta
maneira, por ter sua orientação política diferente das convicções ideológicas
do diretor regional dos Correios, e em respeito a lei eleitoral e ao
entendimento de que a corrupção passa por atitudes como essa, de favorecimento
pela utilização da máquina administrativa do governo para beneficiar à
candidata do Partido dos Trabalhadores a reeleição, rebatemos a afirmação do
diretor e reforçamos o nosso compromisso com a categoria.
A acusação de Paulo de Andrade ao insinuar que a entidade sindical estaria fazendo esse trabalho sujo é leviana, e exigimos uma retratação por parte do diretor regional dos Correios de Santa Catarina. O Sintect/SC está entre as entidades que recusaram em Assembleia da categoria a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho da empresa, por entender que, no texto do documento, existem itens que poderão refletir em prejuízos aos direitos trabalhistas dos ecetistas. Por tudo isso, o posicionamento dos dirigentes da entidade é totalmente contrário à atual política do governo federal.
Dirigentes do Sintect/SC
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