ECT chama sindicatos da CUT e CTB para assinar o Acordo Coletivo de Trabalho

Para obrigar a categoria a aceitar a proposta a ECT decidiu pedir ao TST o dissídio de extensão, que seria uma manobra jurídica, obrigando os trabalhadores que não são representados por entidades que assinaram o acordo a aceitarem a proposta.

 

Quinze sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios mantiveram a rejeição da proposta da ECT para o Acordo Coletivo, sendo que quatro destas entidades estão em greve, totalizando menos de 2% dos serviços dos Correios paralisados.

Para obrigar a categoria a aceitar a proposta a ECT decidiu pedir ao TST o dissídio de extensão, que seria uma manobra jurídica, obrigando os trabalhadores que não são representados por entidades que assinaram o acordo a aceitarem a proposta.

“Depois que os sindicatos ligados ao governo Dilma/PT aceitaram o acordo, a empresa manobrou uma estratégia no TST para obrigar a categoria, não representada pelas entidades que assinaram o acordo a aceitarem a proposta através do dissídio de extensão”, comenta o Secretário Geral do Sintect/SC Gilson Vieira.

Catorze sindicatos ligados a Fentect aceitaram a proposta e assinaram o ACT. A reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 24/09, entre os membros do Comando de Negociação e os representantes da Fentect e da Findect mediado pelo ministro do TST Ives Gandra.

“Os dirigentes dos sindicatos que recebem orientação política da CUT e da CTB para a aprovação do acordo demonstraram que o objetivo é a reeleição da Dilma e não a Campanha Salarial vitoriosa para a categoria”, completa Vieira.

Para o representante de Santa Catarina no Comando de Negociação existe uma relação direta entre o governo, a empresa e o TST.

"Está claro que o TST é um braço do governo Dilma/PT, pois eles não respeitam a decisão da maioria dos sindicatos da FENTECT e a decisão tomada passa por cima da decisão da categoria e da FEDERAÇÃO mostrando que agora quem decide são os sindicatos e não as federações. A CUT, o CTB, a ECT e o TST estão todos contra os trabalhadores", destaca o dirigente do Sintect/SC Giovani Zoboli.

Por isso, convocamos todos os trabalhadores nas unidades a continuarem mobilizados, pois sabemos que a crise econômica vai se aprofundar e os patrões tentarão jogar a conta nas costas dos trabalhadores. Independente do candidato que ganhar a eleição [Dilma, Marina ou Aécio], nós sabemos que todos têm a politica das privatizações como plano de governo.

Só a luta muda a vida. Então, vamos lutar, pois foi só uma batalha e a guerra ainda não terminou.   

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