Categoria debate proposta da ECT em Assembleia
Dirigentes do Sintect/SC realizarão Assembleia Geral com
os
Trabalhadores dos Correios de SC para avaliar a
negociação e a proposta
da ECT para o Acordo Coletivo da Campanha Salarial
2014.
Dirigentes do Sintect/SC realizarão Assembleia Geral no dia 23/09, a partir das 19h, com os Trabalhadores dos Correios de SC para avaliar a negociação e a proposta da ECT para o Acordo Coletivo da Campanha Salarial 2014.
NOTA DA CSP CONLUTAS SETOR CORREIOS SOBRE A ATUAL PROPOSTA DA ECT
ECT atrela o reajuste ao lucro da estatal e como uma gratificação (GIP)
Primeiramente, é no mínimo suspeito o movimento que os Correios tem feito junto ao TST ao enviar uma proposta inteira de Acordo Coletivo de Trabalho - ACT na noite de sexta-feira para sábado e exigir uma resposta imediata na segunda-feira, já no TST, sem que pudéssemos discutir na Base de forma democrática.
Todos esses órgãos do Governo, com o apoio das centrais governistas (CUT e CTB), são dirigidos pelo PT e tem condicionado seus projetos aos interesses dos empresários e banqueiros. Essa localização já nos permite fazer a discussão de forma atenta e sem ingenuidade.
O projeto do ACT, por exemplo, segue várias diretrizes do projeto “Correios 2020”, por exemplo, elaborado graças à lei 12.490/11 aprovado com os votos do PT e PCdoB na Câmara. Tais diretrizes incluem, além da criação das subsidiárias e mudança dos quadros, mudança nas relações trabalhistas também.
Diante dessa situação, queremos deixar claro que nos posicionamos contra o caráter do ACT proposto pela empresa e pela sua rejeição, principalmente:
a. Concurso para contratação por prazo determinado – somos pela supressão dessa cláusula, pois significará a ampliação em massa da terceirização nos Correios. Essa cláusula é a que mais se aproxima da privatização (mais do que a Postal Saúde, inclusive);
b. A proposta econômica - Somos pela rejeição da proposta da empresa principalmente por quatro razões:
- Primeiro, combina reajuste salarial com gratificação e devem ser coisas diferentes em cláusulas diferentes, pois possuem conceitos e remetem a direitos diferentes. Ou é salário ou é gratificação;
- Segundo, estabelece o pagamento de um reajuste relativo a 2013 para os próximos dois anos (!) onde sequer sabemos como estará o cenário econômico (inflação, recessão, etc.), que já é pessimista por sinal, pois os próprios economistas do Governo e da burguesia apontam pra isso;
- Terceiro, a atual proposta significa reajuste 0% pra agora e reajuste abaixo da inflação em maio de 4,6% no salário base!! Nesse período, a inflação já estará mais acumulada, pensem em 2016 o quanto estará valendo os R$ 50,00 restantes;
- Por último, continua atrelando nosso reajuste ao lucro líquido da ECT e, portanto, a produtividade. Essa é uma característica clara de Empresa de Sociedade Anônima. Nosso reajuste tem que seguir o ritmo das necessidades do trabalhador e não das metas da Empresa;
c. A questão da PLR - Mesmo que eles tenham garantido que seja separada a negociação, não confiamos na “palavra” da direção da estatal reconhecida por enganar o trabalhador. Pois, até o momento, na prática a ECT tem condicionado a PLR a assinatura do acordo e não nos parece que fará diferente agora. Além do mais, fatia em diversas parcelas o pagamento em favor da cúpula e estabelece as regras de pagamento para os próximos 3 anos, quando não sabemos sequer o orçamento que será apresentado futuramente. Logo, nossa posição é que somos contra seu atrelamento ao ACT, seu parcelamento e sua aprovação das regras de pagamento para os outros anos;
d. A questão dos motociclistas – A Empresa na prática tenta via Acordo Coletivo retirar direitos do trabalhador, qualquer semelhança com o projeto de lei do Acordo Coletivo Especial de Trabalho (ACE) de Dilma não é mera coincidência.
O que Queremos?
O fato de nos posicionarmos contra o conjunto da proposta não significa que não possamos fazer contrapropostas no sentido de avançar na negociação, pois é o que temos feito até o momento. Portanto, fazemos as seguintes contrapropostas para cada um dos pontos:
a. Concurso Público para contratação por prazo indeterminado com todos os direitos garantidos ao trabalhador e pelo fim da Mão de Obra Temporária (MOT) para eliminar a deficiência nos postos de trabalho. Se os Correios tem dinheiro para PDI e para investir nas Olimpíadas também tem para contratação de funcionários efetivos.
b. Queremos a reposição da inflação de 6,5% mais o aumento linear no nosso salário com incidência nas demais gratificações para esse ano e sem atrelamento a lucratividade da Estatal. Queremos a retirada da GIP da cláusula. Não podemos abrir mão da forma e do caráter do pagamento.
c. PLR digna, linear, anual e desatrelada do ACT.
d. Anistia para os grevistas que lutaram pelo nosso Plano de Saúde!
TODOS ÀS ASSEMBLEIAS DIA 17/09!
QUEREMOS REAJUSTE SALARIAL E
CONCURSO PÚBLICO JÁ!
SE A EMPRESA NÃO NEGOCIAR, É GREVE!