Nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2014, aconteceu um encontro promovido pela CSP-Conlutas, em São Paulo (SP), com intuito de unificar as Campanhas Salariais de várias categorias pelo país, para fortalecer os trabalhadores contra os ataques do governo federal (Dilma/PT) aos direitos da classe trabalhadora. O evento contou com a participação 154 representantes de 62 entidades de 18 estados brasileiros.
Giovani Zoboli, dirigente do Sintect/SC, representante de Santa Catarina no Comando de Negociação, participou do evento para expor a atual situação dos trabalhadores dos Correios e informar como esta o andamento da campanha da categoria. "O governo federal tem punido a classe trabalhadora nos últimos anos. Estamos em luta contra as mudanças no plano de saúde - Postal Saúde - e pelo pagamento da PLR, que está sendo decidida pelo TST”, contou.
Segundo Zoboli, o Tribunal vem sendo utilizado pelo governo como ferramenta de repressão das reivindicações da categoria ECTista.
As negociações de campanhas salariais, com data-base neste segundo semestre, combinada com as eleições presidenciais poderá criar um cenário favorável às negociações salariais se houver a unidade da classe trabalhadora em busca do atendimento da pauta de reivindicações.
Seis categorias estiveram representadas no evento. Bancários, petroleiros, trabalhadores rurais, metalúrgicos, químicos e Correios.
Os trabalhadores bancários estão pedindo 35% de reajuste e a CONTRAF (Federação de Bancários) está pedindo 12,5%. O dirigente Bento trouxe o informe do Movimento Nacional de Oposição em Bancários (MNOB). Dia 20/09 é o prazo final para as negociações.
Os petroleiros, segundo Pedrão, através da FNP (que representa cinco sindicatos, sendo que a FUP representa 11 sindicatos), disse que a data-base da categoria é 01/09 e a Petrobras anunciou que até o dia 5/9 apresentará sua proposta.
Amaro, representante do sindicato dos trabalhadores rurais disse que a luta dos pequenos produtores rurais não pode ser considerada de menor importância.
Para o governo, “dá mais lucro produzir a soja que vai virar ração para o gado europeu do que produzir feijão e arroz (importados da China) para alimentar o povo brasileiro”, refletiu.
Rosângela dos metalúrgicos de São José dos Campos informou que a categoria também tem a data-base marcada para setembro e os trabalhadores estão reivindicando 12,98% de reajuste salarial enquanto a representação patronal está propondo 4,5%.
O representante dos Químicos de São José dos Campos, João Rosa, informou que a data-base é em setembro, e a categoria também se unirá a essa a luta nacional.
Giba, dos metalúrgicos de Minas Gerais, explicou que a categoria têm quatro federações, sendo que a UGT e a Força Sindical se organizam através da FEMETAL, a CUT está na FENCUT, a CTB tem sua federação e a CSP-CONLUTAS constrói a outra federação.
No sábado 30/08, o Setor
Correios Nacional da CSP-Conlutas reuniu-se para debater a Campanha Salarial e
para definir quais serão as ações necessárias para se evitar que os trabalhadores
ecetistas sejam traídos pelos setores governistas.
Vamos intensificar o chamado à unificação de toda a categoria.
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