TST formula proposta sobre a PLR para negociação com a ECT

Será proposto à empresa o valor mínimo de R$ 940,00 a ser pago ano a ano, aos funcionários, sobre 2013 e 2014, além disso, para 2015, critérios mais simples, sem avaliar ou julgar as faltas, com método linear, não sendo admitido parcela estratégica.

[ATUALIZADO 21/08/2014] - O TST informou a ECT sobre a proposta de pagamento da PLR, apresentada na semana passada aos representantes dos trabalhadores dos Correios, a qual o Tribunal estipulou o valor de R$ 940.00. A reunião para chegar a um acordo, entre trabalhadores e a empresa, com a mediação do TST, deverá ser realizada até o final do mês de agosto, caso contrário a decisão vai a dissídio coletivo.

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O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra Martins Filho recebeu, na manhã da quinta-feira, dia 14 de agosto, os membros da Fentect para uma nova mediação sobre o pagamento do PLR/2013, ainda devido pela empresa aos trabalhadores. 

Conforme determinação do Tribunal, a reunião foi realizada na presença da Findect. 

Foi acordado, com o vice-presidente, que será proposto à empresa o valor mínimo de R$ 940,00 a ser pago ano a ano, aos funcionários, sobre 2013 e 2014, além disso, para 2015, critérios mais simples, sem avaliar ou julgar as faltas, com método linear, não sendo admitido parcela estratégica. 

"Realmente, muitos métodos de avaliação são mal utilizados e acabam visando apenas o lucro, não a produtividade do trabalhador. 

Vamos trabalhar com resultados. Todos vão receber", afirmou o ministro. 

Para os trabalhadores, não é justificável o argumento da ECT sobre a queda do lucro. 

"A empresa é pública, com um regime, desde a época da ditadura, rigoroso, com metas absurdas. 

Se concordarmos com mais critérios para receber o PLR, vão nos pressionar mais ainda, resguardando privilégios a outros servidores", ressaltou o secretário-geral da Fentect, José Rodrigues dos Santos Neto.  

Outro ponto negativo para os ecetistas, é quanto à posição de uma empresa que gasta milhões com patrocínios e a manutenção da marca. 

"Ela fez a sua opção política de negócio, mas os trabalhadores não foram consultados. Penalizar-nos pelas decisões da má gestão da empresa é muito ruim", alertou o representante do Rio de Janeiro, Joel Arcanjo Pinto. 

O vice-presidente do TST avisou que será realizada uma reunião com a ECT na próxima semana para apresentar as propostas levantadas durante o encontro de hoje, com os ecetistas. 

(com informações da Fentect)
 

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