Qual foi o motivo da greve em defesa do plano de saúde?

Em Santa Catarina os 43 dias de greve ocorreram para evitar que os trabalhadores dos Correios, sem qualquer distinção, no futuro, tenham de pagar para utilizar o plano de saúde.

Plano de Saúde tornou-se complemento para a renda dos trabalhadores dos Correios

O valor para contratação de um plano de saúde para atender uma família varia entre R$ 300 e R$ 600, de acordo com o perfil do contratante e da prestadora do serviço.  Hoje, a classe trabalhadora considera o benefício de assistência médica e hospitalar, um complemento da renda. Desta maneira, mesmo oferecendo baixos salários, muitos trabalhadores optam por se manter em um determinado emprego devido aos benefícios oferecidos pela empresa por representar um gasto a menos no orçamento familiar.


Em Santa Catarina os 43 dias de greve ocorreram para evitar que os trabalhadores dos Correios, sem qualquer distinção, no futuro, tenham de pagar para utilizar o plano de saúde. Nessa greve os trabalhadores dos Correios sindicalizados  ou não lutaram para ter preservado e mantido o direito de seu pai e de sua mãe utilizarem o plano de saúde. A perda deste benefício está entre as preocupações de grande parte da categoria.

Após a criação do Postal Saúde quem precisou de atendimento nos últimos dois meses apresentou comprovação de que está havendo cobrança para utilização do plano.

A greve foi longa, cansativa e o resultado não foi bom para a categoria, entretanto, a ECT foi obrigada a se apresentar diante dos ministros do TST e reafirmar que não haverá qualquer cobrança de taxa pela utilização do plano de saúde dos trabalhadores.

Isso é importante porque expôs a maneira como a gestão da ECT está sendo realizada. Mais uma vez,  ao invés de resolver a situação, para evitar qualquer problema no futuro, a ECT criou outra possibilidade de elaboração de peça jurídica contra a própria empresa. Caso ocorra qualquer desconto indevido da categoria a situação poderá ser questionada na Justiça.

Serão dezenas e centenas de ações, como as muitas executadas pela assessorias jurídicas dos Sintects do Brasil, que poderiam ser evitadas pela ECT,  mas que acabam ocorrendo todos os dias pelo descumprimento e desrespeito da empresa para com os seus trabalhadores. Na opinião dos representantes da entidade sindical melhor seria preservar o plano de saúde, mantendo ele sob a gestão da ECT.

Para a ministra Gleisi Hoffmann, em vídeo publicado no youtube, a justificativa é de que a mudança irá gerar economia para os cofres do governo. Economia burra, quando a ECT, com este seu posicionamento, abre a possibilidade para ser questionada e punida pela Justiça.

Ainda que a decisão do julgamento do dissídio coletivo não tenha sido justa, o Sintect/SC não medirá esforços para defender os trabalhadores, exigindo o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, e com isso levando a empresa a desembolsar milhares de reais para o pagamento das ações. Se perdemos a batalha desta vez, devido a decisão do TST, não perdemos a luta. Infelizmente não se pode dissociar a decisão do TST do que vem sendo feito contra os trabalhadores pelo atual governo federal.

Nossa posição é de expor a situação e conscientizar os nossos sindicalizados e todos os trabalhadores para estarem mais atentos neste ano de Copa do Mundo e Eleições.

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