A greve acabou e o governo federal ficou ainda mais distante dos trabalhadores. Em julgamento realizado nesta quarta-feira, dia 12, pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), os ministros decidiram, por maioria, o desconto de 15 dias no salário de abril dos empregados referentes aos 42 dias de greve, com a compensação 27 dias restantes.
Foi determinado o encerramento da paralisação e o retorno ao trabalho até à zero hora desta sexta-feira (14), sob pena de multa diária de R$ 20 mil a ser paga pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e em benefício da União.
A categoria não estava lutando pelos baixos salários, os
trabalhadores dos Correios desejam ter preservado e mantido o direito de seus
pai e sua mãe utilizarem o plano de saúde.
Em Santa Catarina essa era a principal preocupação de grande parte da categoria.
Quem precisou de atendimento nos últimos dois meses apresentou comprovação de que está havendo cobrança para utilização do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, após a mudança para o Postal Saúde.
A greve foi longa, cansativa e o resultado não foi bom para a categoria, entretanto, a ECT foi obrigada a se apresentar diante dos ministros do TST e reafirmar que não haverá qualquer cobrança de taxa pela utilização do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios.
Isso é importante porque expôs a maneira com a gestão da ECT está sendo realizada. Mais uma vez, ao invés de resolver a situação, para evitar os problemas no futuro, a ECT criou outra possibilidade de elaboração de peça jurídica contra a empresa, caso ocorra qualquer desconto indevido da categoria pela utilização do plano de saúde.
Serão dezenas e centenas de ações, como as muitas executadas pela assessorias jurídicas dos Sintect de todo o Brasil e que são proporcionadas pelo descumprimento e desrespeito da empresa para com o seu trabalhador.
Seria melhor preservar o plano de saúde, mantendo-o como ele estava. A justificativa da ministra Gleisi Hoffmann foi que a mudança irá gerar economia para os cofres do governo, mas que economia burra, quando a ECT, com este seu posicionamento, abre a possibilidade para ser questionada e punida pela Justiça.
Ainda que a Justiça, o TST, não tenho sido justo, as entidades que representam os trabalhadores dos Correios não medirão esforços para defender os trabalhadores, exigindo o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, e com isso levando a empresa a ter de desembolsar milhares de reais para o pagamento das ações.
Se perdemos a batalha desta vez, devido a decisão do TST, não perdemos a luta. Infelizmente não se pode dissociar a decisão do TST do que vem sendo feito contra os trabalhadores pelo atual governo federal.
Nossa posição é de conscientizar os nossos sindicalizados e todos os trabalhadores para estarem mais atentos neste ano de Copa do Mundo e Eleições.
O resultado nas urnas poderá ser a nossa melhor chance para demonstrar a insatisfação com a política.
Não existe outra maneira de demonstrar a insatisfação de um grupo, um povo, mais expressivo do que o voto nas urnas.
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