Em Santa Catarina, entre 2000 e 2010, a taxa de conclusão do ensino fundamental (1º ao 9º ano) entre jovens de 15 a 17 anos, aumentou de 54,57% para 76,4%, número que mostra um avanço considerável, mas ao mesmo tempo revela um percentual significativo de jovens que não concluem o ensino fundamental no período adequado. A universalização do ensino fundamental, isto é, a garantia de que todas as crianças de ambos os sexos, terminem o ensino fundamental até os 17 anos, requer que alguns problemas sejam enfrentados com determinação. Por exemplo, a remuneração dos professores, que são o centro da educação em qualquer lugar do mundo, é muito baixa. Segundo dados da RAIS, em Santa Catarina, 63% dos profissionais da educação no sistema privado recebem salários entre um e cinco salário mínimos e 42% têm remuneração de até 2 salários mínimos. Isso, apesar de 90% dos trabalhadores do setor possuir escolaridade que vai do segundo grau completo à pós-graduação. É claro que os baixos salários não são a única causa da sofrível qualidade do ensino, mas nenhuma escola, pública ou privada, pode ter qualidade superior se paga salários insuficientes para os seus profissionais.