Em SC a categoria deu exemplo de união e força na greve

O movimento poderia ter sido ainda maior se não fossem as tentativas da empresa de amedrontar os trabalhadores com a divulgação de que seriam retirados direitos assegurados em Acordo Coletivo de Trabalho.

 
 
Em Santa Catarina, os trabalhadores realmente estiveram mobilizados. O movimento poderia ter sido ainda maior se não fossem as tentativas da empresa de amedrontar os trabalhadores com a divulgação de que seriam retirados direitos assegurados em Acordo Coletivo de Trabalho. Em tempo, a assessoria jurídica do Sintect/SC acionou a Justiça para garantir que o atendimento a saúde do trabalhador fosse assegurado. 

Agora, passada toda a mobilização o trabalhador não pode olhar e ver apenas o prejuízo ao saber que serão descontados sete dias dos salários. “Nós tivemos ganhos econômicos e houve avanço. O trabalhador que recebe R$ 807,00, vai ter agregado ao seu salário 6,87%, ou seja:  R$ 807 + 55,00 + R$ 80,00 = R$ 942,00, e no caso dos carteiros ainda vai haver um aumento de 30%, devido ao adicional de risco”, explica o Secretário de Assuntos Jurídicos, Jacques dos Santos Bitencourt.  

A proposta da Empresa poderia ter sido muito melhor porque os trabalhadores merecem ser mais valorizados. O que precisa ficar claro é que a greve fortaleceu os trabalhadores dos Correios, além disso, expôs os problemas da ECT e a tentativa do governo de privatizar a estatal. Não se pode esquecer que no próximo ano a luta vai continuar. Os trabalhadores precisam se conscientizar que a greve agrega força para a categoria. Nós precisamos fortalecer o sindicato, filiar outros companheiros que ainda não despertaram para a importância do movimento sindical. 

A decisão do TST provou que é preciso ampliar a união de todas as categorias. “Os trabalhadores sempre estão do lado mais fraco da corda, por isso é importante tirar uma lição da greve: - precisamos estar juntos, fortalecer o movimento sindical. Sozinhos é muito mais complicado. A união é fundamental para buscar aquilo que é nosso direito. Hoje não conquistamos aquilo que todos nos queríamos, mas isso não significa derrota. Saímos feridos mas não estamos mortos”, concluiu o Secretário Geral, Hélio Samuel.  
 

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