TRT adiou pela terceira vez a audiência do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios.

A primeira audiência estava prevista para acontecer em meio à Campanha Salarial, entretanto foi adiada para 30 de outubro, antes da data do julgamento, e depois para 14 de novembro. Com o novo adiamento a data prevista é 18/12.

 
Tribunal Regional do Trabalho – 10° Região adiou a audiência da ação, movida pela FENTECT, contra a tentativa da empresa de mudar o convênio médico dos trabalhadores dos Correios, pela terceira vez consecutiva.

A primeira audiência estava prevista para acontecer em meio à Campanha Salarial, ainda em setembro entretanto foi adiada para 30 de outubro, antes da data do julgamento, e depois para 14 de novembro. 

Com o novo adiamento a data prevista é 18 de dezembro.

Enquanto isso, a direção da ECT continua levando adiante a implantação do Postal Saúde, ilegalmente. 

No início do mês de outubro, dois dias depois do julgamento do dissídio pelo TST, a empresa divulgou o registro de autorização de funcionamento da Postal Saúde na Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS”. 

“A etapa seguinte é a transferência da administração do plano Correios Saúde para a caixa de assistência. 

O registro na ANS é exigido de todas as empresas que comercializam planos de saúde no Brasil”.

Depois divulgaram que em 21 de outubro o Postal Saúde se filiou a UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, entidade associativa sem fins lucrativos, representante do segmento de autogestão no Brasil. 

Fato de grande relevância para a Postal Saúde já que a UNIDAS atua permanentemente junto às agências reguladoras – Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) -, ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional, dentre outras instâncias governamentais”.

Toda essa conversa serve para esconder o fundamental: estão privatizando o serviço médico dos trabalhadores dos Correios.


O que isso significa?

A categoria dos Correios está entre os servidores das estatais que recebe o menor salário no país. Em média R$ 1.080,00 (com o reajuste decidido pelo Tribunal Superior do Trabalho de 8%). 

Isso faz o convênio médico um benefício fundamental.  

A categoria que está cada dia mais doente por causa da sobrecarga de trabalho, falta de pessoal e do assédio moral etc. não teria condições de bancar do seu próprio bolso um plano de saúde tradicional. E a gestão compartilhada, modo atual de funcionamento, permite que o ecetista e sua família conte com o atendimento médico com custos mínimos.

É justamente esse custo mínimo que a empresa pretende alterar com o Postal Saúde. A direção da ECT quer diminuir sua participação. 

Assim gasta menos com a saúde dos trabalhadores que ela está adoecendo e, por outro lado, cede à pressão dos banqueiros e seguradoras de saúde que querem lucrar com esse filão de mercado que são os ecetistas e seus dependentes. 

Afinal de contas, esse montante equivale a aproximadamente 500 mil pessoas que estão fora do mercado dos planos de saúde privada, graças ao atual modo de gestão do Correios Saúde.

Essa situação pode empurrar os trabalhadores para a greve em dezembro. 


O que já está sendo cogitado em diferentes estados 

Foi a mobilização da categoria que até agora conseguiu evitar a destruição do plano de saúde. Diante da postura da Justiça e da empresa os trabalhadores devem manter-se firme e mobilizados.

É importante lembrar que os problemas que existem atualmente com o plano estão sendo deliberadamente provocados pela empresa: diminuição da rede credenciada, aumento da burocracia para conseguir as guias médicas, recusa em providenciar os cartões magnéticos entre outros.

Nesse contexto a empresa apresenta o Postal Saúde como o grande salvador. Inclusive, já faz propaganda dos cartões que já estariam prontos para os usuários. 

E a ação da FENTECT ou a resistência dos trabalhadores apenas estaria inviabilização as “melhorias” no serviço. Os trabalhadores conhecem as mentiras da empresa. 

Sabem das artimanhas dos chefes para defender os golpes da direção da ECT, com o chicote na mão. Propaganda parecida foi feita em favor do SAP, do GCR, e os ecetistas conhecem bem o que significa tudo isso.

Portanto, o recado a ser dado para a empresa e para o judiciário é um só: queremos um convênio médico melhor, e o cartão magnético, mas não aceitaremos o Postal Saúde! Nem que para isso seja necessário realizar uma nova e grande greve nacional da categoria em dezembro!

fonte: Fentect
 

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