DR/SC argumenta que R$ 17,37 de reajuste é bom para o trabalhador. Isso é desrespeito!
De acordo com o Primeira Hora divulgado na manhã desta terça-
feira a proposta da ECT de 8% garante a reposição das perdas
do ano e ganho real de R$ 17,37 (1,73%), é a melhor proposta
para os trabalhadores.
De acordo com o Primeira Hora divulgado na manhã desta terça-feira, dia 24/09, a proposta da ECT de 8% garante a reposição das perdas do ano e ganho real de R$ 17,37 (1,73% acima da inflação), é a melhor proposta para os trabalhadores.
Para se ter uma ideia o valor atual do vale-alimentação é de R$ 26,62.
Então, seria como receber menos de uma refeição a mais por mês.
Com essa proposta a ECT afirma que continua aberta a receber os sindicatos para assinatura de Acordo Coletivo de Trabalho e proporcionar o pagamento dos reajustes a todos os seus trabalhadores.
"A proposta não atende as reivindicações da categoria. A empresa oferece uma proposta muito abaixo do que seria digno para a categoria. A culpa não é apenas da ECT mas também do governo federal que não tem respeitado os seus servidores", aponta o dirigente Jacques Bittencourt.
Segundo a ECT a proposta está sendo considerada uma das melhores propostas nos acordos coletivos celebrados neste ano.
De acordo com o DIEESE, no primeiro semestre, 85% dos reajustes analisados resultaram em ganhos reais.
"As negociações salariais de 2013 foram, por exemplo, melhores do que as registradas em 2008 e 2009", explica o Dieese.
Ainda, a Direção Regional destaca que 90% dos empregados estão trabalhando normalmente.
Entretanto, afirma que os movimentos de paralisação são prejudiciais para todos: "as empresas e a população deixam de ser devidamente atendidas" e conclamam os trabalhadores e trabalhadoras a aceitarem receber o reajuste de R$ 17,37 e retornarem ao trabalho.
"A ECT está preocupada com a empresa e está se esquecendo do lado humano. São os trabalhadores que geram todo o lucro dos Correios. Não estamos sendo reconhecidos", argumenta o Secretário Geral Hélio Samuel de Medeiros.
O texto do Primeira Hora ainda destaca que a greve acarreta prejuízos aos Correios que podem perder mercado e receita, e consequentemente haverá prejuízos financeiros.
"Se a greve causa tantos prejuízos não seria melhor, negociar um valor digno de reajuste salarial para a categoria?", questiona o Secretário Financeiro do Sintect/SC Gilmar Abati.