Na reunião de negociação da Campanha Salarial 2013 realizada na tarde de terça-feira, dia 11, na Universidade dos Correios (UniCo) os representantes da ECT não apresentaram a nova proposta econômica, conforme havia sido solicitado pela Fentect na reunião de ontem (10). A discussão girou em torno da cláusula da Pauta de Reivindicações que trata sobre segurança na agências. A ECT fez uma apresentação sobre as medidas e os programas de segurança.
De acordo com a própria Empresa, todos os critérios utilizados para definir se uma agência precisa ou não de mais itens e mais atenção à questão da segurança levam em consideração apenas aspectos financeiros e não o do bem estar dos funcionários, o que deveria ser prioridade.
Os integrantes do Comando de Negociação da Fentect fizeram a exposição de várias situações ocorridas em seus estados onde os programas e as medidas de segurança da Empresa não saíram do papel.
A empresa enviou para a negociação profissionais que não estão aptos a apresentar propostas concretas com é possível perceber nas colocações a respeito do tema.
“Se essas agências não tem os equipamentos de segurança, deveriam ter”, afirma um dos representantes da ECT.
Funcionário vítima de assaltos e roubos
Nos Correios, os trabalhadores são tratados como suspeitos até que se prove o contrário, além de ser obrigado a assumir todos os ônus decorrentes do assalto. Segundo a Secretária-Geral da Fentect, Anaí Caproni, os funcionários dos Correios, dadas as circunstâncias atuais, precisam receber adicional de periculosidade, tal qual os bancários e demais trabalhadores que lidam com valores.
“A questão da violência é pública e geral, mas dentro do Correio ela não é tratada de forma a preservar o funcionário. A diferença financeira paga aos atendentes é ínfima, e a assistência médica fornecida também é precária”, declarou.
Antes de cuidar da sua saúde e bem estar e procurar tratamento médico e/ou psicológico, o funcionários dos Correios é obrigado a prestar contas à Empresa dos prejuízos do assalto. Ou seja, mais uma vez, em primeiro lugar vem o patrimônio da Empresa. Outro problema, afirma Anaí, a Empresa tem que se responsabilizar pelos objetos pessoais dos funcionários perdidos “Tem que ter uma compensação financeira pelo assalto. É um prejuízo na vida do funcionário e a Empresa não se responsabiliza.
A Secretária-Geral frisou, ainda, que as medidas de segurança da empresa não saíram do papel e já estão obsoletas e não contemplam os problemas reais das agências, pois as câmeras que já existem são péssimas, não permitem nem identificar os bandidos, os alarmes não tem serventia alguma, e o cofre com retardo apenas prolonga o período do terror dos trabalhadores assaltados, uma vez que já é rotina que os bandidos mantenham os ecetistas como reféns até a abertura do cofre.
(com informações da Fentect)