Postal Saúde foi criado para beneficiar interesses financeiros

ECT pretende entregar o plano de saúde dos trabalhadores dos Correios para ser explorado por um banco de investimentos.

Em nota, publicada na coluna da Revista Época, do dia 16 de março de 2013, revela que a ECT estudava a criação de uma gestora de saúde, o Postal Saúde.

O texto afirma que a ECT começaria administrando os planos dos próprios funcionários. "Em seguida, usaria suas agências para vender o produto a terceiros", escreve.

Ao final da nota, o texto informa que a empresa estaria sondando algum banco de investimento para atuar como sócio.

Fica claro que é do interesse da ECT reduzir os benefícios do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios com a criação do Postal Saúde.

O Postal Saúde vai atuar como um gestor do Correios Saúde, atual plano de saúde da categoria.

Nos bastidores, a informação é que a relação com o plano de saúde vai mudar, e cada trabalhador, teria de pagar a parte para estender o atendimento aos dependentes (familiares).

Para os dirigentes do Sintect/SC o direito adquirido não pode ser retirado pois foi com luta que a categoria obteve o atual plano de saúde.

Mesmo apresentando alguns problemas, o plano atual, atende aos trabalhadores e principalmente aos dependentes.

Para o trabalhador com filhos é uma segurança, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) que deveria oferecer um atendimento completo aos cidadãos, deixa a desejar por falta de médicos.

Agora, imagina perder o plano, e com o salário, ter de pagar a parte, ficará cada vez mais difícil, para o trabalhador, melhorar financeiramente de vida.

Com certeza, um plano administrado por uma banco de investimentos, estará mais preocupado com a lucratividade do que com a cobertura (atendimento, rede credenciada, procedimentos médicos e com a realização de exames).

Há 3 anos os profissionais credenciados ao Correios Saúde tentaram negociar aumento do valor das consultas.

A empresa pagava R$ 40 por consulta e os médicos reivindicavam reajuste para R$ 55 reais.

A ECT não negociou o reajuste do valor e o resultado foram vários profissionais se descredenciando.

Além disso, foram criadas dificuldades para o credenciamento de novos profissionais.

A intransigência da empresa prejudicou principalmente os trabalhadores do interior, que são os mais afetados pela falta de médicos.

O Sintect/SC está em luta na Campanha Salarial, também para exigir da ECT, a preservação e a manutenção do atual plano de saúde da categoria dos Correios e também para impedir que essa mudança seja ferramenta de manobra para beneficio de interesses que não os dos trabalhadores.  

 

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