Assédio moral leva trabalhador ao suicídio

Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira de Futebol, em entrevista coletiva citou a inexistência de pressão para resultados sobre os funcionários em empresa pública.

Pesquisa realizada para produção da dissertação de mestrado apurou que, entre os profissionais que atuam em Bancos, ocorre um suicídio a cada 20 dias, devido ao assédio moral.  A pesquisa foi realizada por estudante da UNB, para dissertação com o título:  ” Patologia da Solidão\". 

 

O suicídio ocorre por consequência das relações de trabalhado a partir da nova organização. 

 

O estudo indica a necessidade de humanização das relações de trabalho nas empresas. 

 

Falta o cumprimento da legislação trabalhista, metas de produção condizentes com a capacidade física e psicológica dos funcionários, assim como o treinamento dos gestores para lidar com os conflitos. 

 

O suicídio tem sido o desfecho trágico de muitos trabalhadores que sucumbem às violências do trabalho. 

 

Segundo dados da Confederação Nacional dos Bancários (Contraf/CUT),  cerca 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.

 

Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira de Futebol, em entrevista coletiva citou a inexistência de pressão para resultados sobre os funcionários do Banco do Brasil. 

 

A afirmação também reforçou o estigma contra o funcionalismo público e a coisa pública em geral, pois a crítica é específica, é contra os funcionários de um banco público. 

 

As entidades representativas dos bancários se manifestaram publicamente e o técnico fez o pedido de desculpas.

 

fonte: Sintraf/JF

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