A comemoração do dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Este é o primeiro feriado do país originário da mobilização social do movimento negro.
A data, assim como todos os temas polêmicos envolvendo os descendentes de povos de matriz africana, está para a sociedade brasileira como propulsor da promoção e reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre as consequências do racismo para a vida das pessoas e para o desenvolvimento do país.
De todas as ações afirmativas as cotas nas Universidades é a mais polêmica, enquanto a Lei 10.639 – ensino da História da África – propõe o resgate histórico da contribuição dos negros na construção e formação da sociedade brasileira, vem sendo desenvolvida de maneira ainda tímida. Falta formação especifica para os educadores e estrutura nas escolas e creches para a elaboração dos projetos.
É necessário compreender que ação afirmativa, a exemplo das cotas, não é para sempre, é sim, uma maneira de acelerar um processo. Os resultados serão percebidos a partir das próximas gerações. Os filhos dos cotistas terão dentro de casa, como referência, pais que frequentaram a Universidade, e, que tiveram em sua educação primeira, a oportunidade de conhecer a raiz da própria cultura. Esses temas devem caminhar junto com políticas para melhorar a Educação no Ensino Público.
A valorização do povo negro vem pelo conhecimento da cultura e do seu lugar na História. É preciso valorizar a diversidade existente no mundo, pois homens e mulheres são frutos dessas diferenças. Um mundo melhor é aquele onde as pessoas percebam o outro como igual mesmo não tendo a mesma cor de pele.