ECT rejeita 5 propostas e dissídio coletivo será julgado no TST
A empresa demonstra falta de respeito não só para com os seus
trabalhadores mas também a toda a sociedade, indigna-se o
Secretário Geral do Sintect/SC Helio Samuel de Medeiros.
Na semana passada a Ministra Cristina
Peduzzi havia sugerido a proposta de R$ 80 linear. Na última audiênciade conciliação foram
apresentadas mais quatro propostas. Sendo duas da Ministra Kátia Arruda
(R$ 60 linear e outra de 6,87% com a manutenção do plano) e outras duas
pelo representante do Ministério Público do Trabalho (13,5% e 8,5%). A ECT não aceitou nenhuma das 5 propostas apresentadas.
\"A empresa demonstra falta de respeito não só para com os seus trabalhadores mas também a toda a sociedade\", indigna-se o Secretário Geral do Sintect/SC Helio Samuel de Medeiros.
A ECT manteve a proposta de 5,2% de aumento salarial com a alteração do plano de saúde.
O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Edson Braz questionou a ECT quanto à mudança no horário de entrega de correspondências, onde ficou acertado que a empresa vai apresentar um \"projeto piloto\" em três cidades e, se for aprovado, será implementado em outras regiões.
O procurador também argumentou sobre os recursos financeiros da ECT, investidos em bancos, alertando que os Correios deveriam investir em infraestrutura e mão de obra.
A postura intransigente da ECT ficou evidente durante toda a audiência. Os trabalhadores tentaram a todo instante negociar um acordo que fosse significativo para a categoria para acabar com a greve.
A ministra relatora Katia Arruda e o representante do Ministério Público do Trabalho pediram, em vão, mais sensibilidade por parte da empresa para chegar a uma solução para acabar com o impasse entre empresa e trabalhadores.
Após várias tentatitas de conciliação, a ministra Katia Arruda pediu à ECT por uma proposta para que a greve fosse interrompida, evitando assim, o dissídio.
\"Faço meu último apelo para que a empresa não deixe essa situação chegar a julgamento\", disse a ministra Katia Arruda à diretoria da ECT.
O representante jurídico da ECT afirmou que a única proposta que a empresa tem oferecer são os 5,2% e nada mais.
A ECT manteve a sua intransigência e provou sua total falta de vontade de negociar, empurrando a decisão para o TST.
Os sindicatos vão manter a greve até o julgamento do dissídio coletivo.
fonte: www.fentect.org.br