A greve é um direito legitimo dos trabalhadores e tem respaldo na Constituição Federal, em seu artigo 9º e a Lei nº 7.783/89. Participar da greve é importante pois é o momento em que o trabalhador expõe problemas e dificuldades para a sociedade.
As diversas categorias de trabalhadores tem no recurso da greve a oportunidade de dialogar com a sociedade, promover debates e reflexões e de provocar efusivas declarações dos representantes políticos.
A greve acaba sendo, ainda que não de maneira efetiva, uma opção as reivindicações tornarem-se parte da agenda política.
O que ocorre é que quando há greve, existe uma categoria insatisfeita.
Seja na iniciativa privada ou no serviço público a greve tem o poder de mudar quando une uma grande quantidade de pessoas em busca de uma mesmo objetivo.
Do lado político a greve causa desconforto. Atinge a imagem de governos e patrões. Causa repercussão financeira e descontentamento da população.
Greve não é desculpa para deixar de trabalhar, a greve é uma mobilização de massa. Se em cada local de trabalho houver um grupo de pessoas disposta a participar da greve, o conjunto dos grupos vão formar a massa crítica.
Nos Correios como nas demais categorias do serviço público, esse grupos estão distribuidos pelos estados. Em cada estado o sindicato procura organizar os trabalhadores por cidade e região.
Este conjunto de pessoas está unido em benefício de todos os trabalhadores. Ao obter ganhos salariais oou de qualquer ou de qualquer outra espécie, todos os trabalhadores serão benefíciados.
A greve sempre resulta em avanço para o trabalhador, só que em alguns casos ele pode ser maior ou menor, dependendo única exclusivamente da capacidade de demonstração de força do trabalhador.
Imagine se todos os servidores públicos, dos níveis municipal, estadual e federal, decidissem entrar em greve, parando por completo a prestação dos serviços a população.
Como resultado teriamos um colapso em grande escala que causaria não apenas um desgaste politico [com repercussões internacionais] mas também provocaria abalos na economia do país.
O governo sabe disso e por isso tem colocada em sua pauta de discussão a regulamentação do direito de greve.
De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann o direito de greve não pode ferir o direito do cidadão de ter acesso aos serviços públicos.
O que ocorre é que a greve não é o primeiro recurso do trabalhador para negociar com o governo ou com os patrões.
É sim uma ferramenta somente utilizada quando não existe mais qualque possibilidade de negociação.