A ideia é jogar a sociedade contra os grevistas explorando o descontentamento geral proveniente de uma greve, colocando brasileiros contra brasileiros e marginalizando as manifestações sociais. A pergunta: fazer ou não fazer greve? A resposta certa: sim, mas uma greve estratégica.
No ano passado devido a uma manobra política articulada junto ao superior tribunal do trabalho, milhares de trabalhadores foram submetidos à humilhação da compensação dos dias parados em intermináveis sábados e domingos. Mesmo a greve sendo considerada legal, as cartas estavam pagas, e uma greve com a esmagadora maioria de carteiros pode levar meses sem que a empresa sente para negociar, aumentando dia a pós dia a ira da sociedade contra os grevistas.
Trago a reflexão os trabalhadores da área de atendimento, onde podemos dizer, é o inicio de tudo. Se os atendentes vierem para a mobilização e cruzarem os braços e aderirem em massa ao movimento paredista, interrompendo o fluxo de entrada de receita será possível pressionar a empresa para que em menos tempo, honre com suas obrigações e verdadeiramente valorizem os trabalhadores.
Além de mostrar a sociedade que os funcionários dos Correios não concordam com essa política traidora imposta pelo governo Dilma, que promove o arroxo salarial dos trabalhadores nacionais de todas as classes e categorias, para garantir isenções fiscais e tributarias às empresas estrangeiras multinacionais que têm filiais no Brasil, explora mão de obra terceirizada, barata e sem direitos, para dar folego a matriz na Europa e nos EUA.
Chega! Aumento salarial já. É com a valorização dos trabalhadores brasileiros, investindo na economia do mercado interno, que combateremos a crise do mercado especulativo internacional.
Texto escrito pelo dirigente sindical Ricardo de Vieira e Silva
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