ECT lança boatos para pressionar os trabalhadores

A greve dos trabalhadores dos Correios em Santa Catarina entra na segunda semana com o reforço dos companheiros da área administrativa e do suporte a informática da ECT, que também paralisaram seus trabalhos.

 
A greve dos trabalhadores dos Correios em Santa Catarina entra na segunda semana com o reforço dos companheiros da área administrativa e do suporte a informática da ECT, que também paralisaram seus trabalhos. Na tarde desta segunda-feira a categoria realiza uma passeata no centro de Florianópolis, em outras cidades a passeata ocorre na terça-feira. Está marcada para o final da semana uma grande mobilização reunindo trabalhadores de todo o estado.

Os trabalhadores dos Correios estão em greve para reivindicar o atendimento da Campanha Salarial e pela revogação da MP 532/11. O presidente da ECT, Wagner Pinheiro, em entrevista a imprensa nacional afirmou que só negocia quando a categoria voltar ao trabalho. “É lamentável a decisão do presidente, pois estamos tentando negociar a mais de um mês, oferecemos uma contraproposta que nem se quer foi discutida pela Empresa, agora com os trabalhadores parados, a Empresa tenta de todas as maneiras pressionar e amedrontar os companheiros”, ressalta  o Secretário Geral do Sintetc/SC, Hélio Samuel de Medeiros.  

A greve é um direito constitucional dos trabalhadores, respaldada pela Lei de Greve. O sindicato vai buscar na justiça proteger o trabalhador caso ocorra qualquer atitude da empresa que denote assédio moral. De acordo com a Lei de Greve o trabalhador tem direito a livre participação na greve e a empresa não pode coagir os trabalhadores impedindo que eles participem do movimento. 

Estão correndo boatos de que a empresa tem uma lista com o nome dos trabalhadores que estão no movimento. A diretoria esclarece aos trabalhadores que isso é boato e que caso ocorra retaliação ao movimento por parte da ECT, desrespeitando a Lei de Greve e o Acordo Coletivo, o sindicato vai entrar na justiça para impedir que sejam retirados qualquer direito dos trabalhadores.

Para pressionar os trabalhadores, a ECT, suspendeu o atendimento do pelo plano de saúde dos trabalhadores em greve. Desta maneira a empresa trata seus trabalhadores de maneira desigual e força a continuidade da greve que luta por valorização e tratamento isonômico. O atendimento de saúde do trabalhador é um direito assegurado em Acordo Coletivo de Trabalho (2009/2011), e o sindicato vai entrar com ação coletiva contra a Empresa.

A diretoria do SINTECT/SC informa aos trabalhadores que estão em greve e tiverem a necessidade de utilizar os serviços de saúde dos Correios, que procurem os ambulatórios, e caso não sejam atendidos, o Ecetista deve pedir um documento no qual esteja descrito os motivos pelos quais o profissional de saúde se negou a atendê-lo. 
 

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