As mudanças no Plano de Cargos e Salários (PCS) 2026 dos trabalhadores dos Correios foi apresentado no dia 2 de abril pela direção da estatal como uma proposta de modernização da carreira e valorização por desempenho.
Entretanto, um dos principais pontos de alerta está na alteração dos critérios de progressão na carreira.
Com maior peso para avaliações de desempenho e metas, na prática, a ascensão profissional, antes mais previsível, passa a depender de critérios considerados subjetivos, o que pode abrir margem para desigualdades e favorecimentos.
Outro aspecto criticado é a redução da valorização do tempo de serviço.
Empregados mais antigos, que acumulam experiência ao longo dos anos, podem ser prejudicados com a diminuição do peso da antiguidade nos processos de promoção.
No campo salarial, existem o risco de achatamento dos vencimentos ao longo da carreira.
A reestruturação das tabelas pode limitar ganhos reais, fazendo com que trabalhadores levem mais tempo para alcançar níveis salariais superiores, sem que haja aumento proporcional de renda.
Além disso, o novo PCS 2026 tende a ampliar o poder da gestão direta sobre a vida funcional dos ecetistas.
Com maior dependência de avaliações individuais, cresce a preocupação com possíveis distorções, falta de transparência e impactos no ambiente de trabalho, incluindo aumento da pressão e do estresse.
Outro efeito apontado é a intensificação do trabalho, especialmente em áreas operacionais.
A vinculação indireta entre desempenho e progressão pode resultar em maior cobrança por metas, sem a correspondente melhoria nas condições estruturais e de pessoal.
Diferente do que aconteceu no PCCS 95 e 2008, que houve alguma participação da categoria em sua construção, o PCS 2026, está respaldado na contra reforma trabalhista e servindo para pavimentar a estrada para uma futura terceirização dos serviços dos Correios.
Diante desse cenário, os dirigentes do Sintect/SC seguem no debate sobre o PCS 2026 segue mobilizando a categoria, que cobra mais transparência, diálogo e garantias de que as mudanças não resultarão em perdas históricas para os trabalhadores dos Correios.
Confira AQUI o bate papo sobre o assunto com os dirigentes do Sintect/SC Jacques Bitencourt e Evaldo Filho.
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