Violência contra mulheres avança no Brasil e expõe falta de proteção
O Sintect/SC reforça seu papel na linha de frente da luta contra a violência de gênero, diante de um cenário alarmante que se agrava em todo o país.
Comprometido com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres — não apenas das ecetistas, mas de toda a classe trabalhadora — o Sintect/SC reforça seu papel na linha de frente da luta contra a violência de gênero, diante de um cenário alarmante que se agrava em todo o país.
Casos recentes de violência contra mulheres voltaram a chocar o Brasil e reacenderam o debate sobre impunidade, machismo estrutural e falhas na proteção às vítimas.
Santa Catarina registrou 52 feminicídios em 2025, segundo mapa feito pelo Ministério Público do estado (MPSC).
Um caso de feminicídio que chocou o país no ano passado foi a morte de Catarina Kasten, professora de inglês de 31 anos.
Ela foi estuprada e assassinada na manhã de 21 de novembro, uma sexta-feira, após sair de casa para ir a uma aula de natação.
Os crimes aconteceram na trilha da praia do Matadeiro, local frequentado pelos moradores da região.
O crime gerou forte repercussão nacional e mobilizou autoridades e movimentos sociais, que cobram respostas rápidas e efetivas.
Números alarmantes
Os dados mais recentes reforçam a gravidade do cenário.
Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios — o maior número da última década — o que representa uma média de cerca de seis mulheres mortas por dia.
Ao todo, foram contabilizadas 6.904 vítimas entre casos consumados e tentativas, indicando crescimento em relação ao ano anterior.
O sistema de Justiça também revela a dimensão do problema: em média, 42 casos de feminicídio foram julgados por dia no país.
Especialistas apontam que os números evidenciam uma violência sistemática, e não episódios isolados.
Padrão dos crimes preocupa
Levantamentos indicam que a maioria dos feminicídios ocorre dentro de casa, tendo como principais autores companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
Mesmo com a existência de legislações como a Lei Maria da Penha, os índices seguem em alta.
Violência estrutural
Para analistas, os casos recentes e os dados consolidados mostram que a violência contra a mulher não apenas persiste, como apresenta sinais de agravamento.
A impunidade em parte dos casos, aliada a uma cultura machista ainda enraizada e a falhas na rede de proteção, contribui para a continuidade do problema.
Diante desse cenário, o sindicato reafirma seu compromisso histórico de luta: fortalecer a organização das mulheres, denunciar a violência em todas as suas formas e cobrar políticas públicas eficazes que garantam segurança, respeito e igualdade para todas.