Trabalhadores dos Correios suspendem paralisação, mas mantêm estado de greve em Florianópolis
Apesar do retorno às atividades, o sindicato destacou que a manutenção do estado de greve é uma maneira de garantir que os compromissos apresentados pela empresa.
Em assembleia realizada na sexta-feira, dia 13/3, os trabalhadores e as trabalhadoras do CDD Florianópolis Norte e do CDD Florianópolis (Centro) decidiram suspender a greve e retornar aos postos de trabalho a partir do dia 14 de março.
A decisão foi tomada após debate coletivo sobre a falta de condições das Unidades em absorver a carga de trabalho do CDD Florianópolis Norte, que teve as atividades encerradas, impactando diretamente a rotina de trabalho.
Durante o movimento grevista, a população foi informada sobre a situação, o que gerou repercussão na imprensa local, com reportagens apontando os possíveis prejuízos.
O objetivo também foi alertar sobre os reflexos da sobrecarga de trabalho que ainda pode ocorrer diante da decisão da gestão dos Correios de fechar 1.000 Unidades em todo o país.
O sindicato defende e exige transparência sobre quais Unidades poderão ser fechadas, para levar essa informação ao conhecimento da categoria e ouvir dos trabalhadores como essa medida poderá impactar tanto os empregados quanto a população que depende dos serviços postais.
O sindicato protocolou junto à Superintendência Estadual de Santa Catarina um documento solicitando que as transferências dos trabalhadores ocorram para Unidades escolhidas pelos próprios empregados, sem perda de função, portaria ou qualquer tipo de prejuízo profissional.
Também foi reivindicada a anistia dos dias de paralisação ou a possibilidade de compensação das horas não trabalhadas.
Em resposta, a empresa informou que buscará atender, dentro das normas vigentes, as solicitações de alocação dos trabalhadores, analisando individualmente os casos em que não houver possibilidade imediata de atendimento.
Em relação aos dias parados, a empresa comunicou que serão aplicados descontos referentes aos dias não trabalhados, conforme os procedimentos adotados durante movimentos de greve, com parcelamento previsto a partir do mês de abril.
Ao final da assembleia, a direção sindical agradeceu a mobilização dos trabalhadores e reforçou que a greve é um instrumento legítimo de luta na defesa dos direitos e das condições de trabalho da categoria.
Apesar do retorno às atividades, o sindicato destacou que a manutenção do estado de greve é uma maneira de garantir que os compromissos apresentados pela empresa sejam efetivamente cumpridos.