Vivas e decididas: Mulheres do Sintect/SC participam de seminário estadual contra o feminicídio

O seminário, promovido pela Procuradoria da Mulher da Alesc, reuniu cerca de mil pessoas entre representantes de diferentes poderes, instituições públicas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

As dirigentes do sindicato participaram, na quinta-feira, dia 5/5, do Seminário “Vivas e Decididas – Contra o Feminicídio”, realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), reforçando a presença do movimento sindical na luta contra a violência de gênero e em defesa da vida das mulheres. 
 
A participação das representantes da categoria dos Correios reafirma o compromisso das trabalhadoras ecetistas com o enfrentamento ao machismo, à violência e ao feminicídio, problemas que também atravessam os locais de trabalho e a sociedade como um todo.
 
O seminário, promovido pela Procuradoria da Mulher da Alesc, reuniu cerca de mil pessoas entre representantes de diferentes poderes, instituições públicas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. 
 
O encontro teve como objetivo discutir responsabilidades institucionais e construir ações concretas para combater a violência contra as mulheres em Santa Catarina.
 
A abertura do evento foi marcada por um momento simbólico e emocionante. 
 
Enquanto eram projetados no telão os nomes de mulheres vítimas de feminicídio no estado, homens entraram em silêncio no auditório carregando pares de sapatos vermelhos — símbolo internacional que representa a ausência das mulheres assassinadas pela violência de gênero. 
 
Ao todo, 52 homens participaram da homenagem, lembrando cada uma das vítimas.
 
Os dados apresentados durante o seminário revelam a gravidade da situação. 
 
Somente em 2025, Santa Catarina registrou 52 feminicídios e 255 tentativas, além de mais de 31 mil pedidos de medidas protetivas feitos por mulheres que denunciaram situações de violência doméstica.
 
Durante os debates, representantes do Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, governo do Estado, universidades e movimentos sociais destacaram que o feminicídio é o resultado de um ciclo de violência que começa muito antes do crime, passando por agressões psicológicas, controle, ameaças e outras formas de violência.
 
Para as dirigentes do Sintectt/SC presentes no seminário, o combate à violência contra as mulheres também passa pela organização da classe trabalhadora e pela atuação do movimento sindical. 
 
Nos locais de trabalho, é fundamental enfrentar o assédio, o machismo estrutural e garantir políticas de proteção às trabalhadoras.
 
Um dos momentos centrais do encontro foi a assinatura de um Termo de Compromisso entre os poderes públicos pela vida das mulheres em Santa Catarina. 
 
O documento estabelece ações conjuntas para fortalecer políticas públicas de prevenção à violência, melhorar o compartilhamento de dados e ampliar medidas de proteção às vítimas.
 
Fonte - Alesc

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