Portaria 210: ECT vai intermediar a venda de produtos e serviços

Correios oferecerá novos serviços para a sociedade sem resolver os problemas antigos e que tem prejudicado os trabalhadores da ECT.

 

A Portaria 210, do Ministério das Comunicações, coloca a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), “como intermediária na venda de produtos e prestação de serviços, na forma de parceria comercial contratada por terceiros”. A Portaria abre a possibilidade para a comercialização de diversos produtos e serviços que não fazem parte dos produtos que atualmente são oferecidos pela ECT.  De acordo com o texto a Empresa terá de garantir a qualidade dos produtos e serviços que serão oferecidos.

A partir desta determinação o Sintect/SC mais uma vez propõe a discussão sobre os problemas enfrentados pelos trabalhadores dos Correios. Não será possível garantir qualidade na prestação de serviços, se os trabalhadores continuarem a sofrer com a falta contratações e de condições de estrutura e equipamentos.  

Além disso, os Correios em função de ter se tornado uma empresa de Sociedade Anônima (S.A), vai dia após dia ampliar sua prestação de serviço mantendo o mesmo contingente. O número de contratados em Concursos Públicos é insuficiente, considerando que a empresa não tem chamado os aprovados ao trabalho. O número de correspondências tem aumentado todos os anos.  A solução paliativa tem sido a contratação de mão de obra terceirizada, os MOT´s.

As seguidas convocações da ECT para trabalhar aos sábados e domingos, é exemplo de que faltam profissionais. O governo tem forçado o crescimento da empresa, mas ao mesmo tempo está oxidando a base de sustentação da ECT, o resultado é o sucateamento da estrutura, o aumento das reclamações dos clientes, uma epidemia de distúrbios psicológicos entre os trabalhadores, em função da pressão e das situações de assédio moral na busca incessante para que as metas sejam atingidas.  

Os dirigentes em seus sindicatos lutam pela melhoria das condições de trabalho, capacitação dos trabalhadores, estruturação e segurança das agências. Não é preciso reinventar a roda, para que a ECT cresça e possa oferecer novos serviços e produtos para a sociedade é necessário investimento no material humano. Caso contrário a Empresa continuará criando fórmulas de avaliação de produtividade para forçar os trabalhadores a cumprir o que determina a lei.

Como encaminhamento o Sintect/SC tem proposto nas reuniões com os trabalhadores a discussão sobre o assédio moral, as constantes situações de dobras, o SAP, a importância de realização de Concurso Público e os problemas de estrutura da ECT. Se tivesse ocorrido uma discussão mais forte sobre o Banco Postal talvez os ecetistas não estivessem atuando em agências inadequadas ao tipo de prestação de serviço, sem segurança, realizando atividades incompatíveis com a estrutura.

A abertura das agências dos Correios para novos produtos e serviços sem que os problemas sejam solucionados somente agravará a situação atual.

Confira íntegra do texto da Portaria 210 [clique aqui]

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