Professora é demitida em SC após publicar comentário contra o governo

Em Joinville, professora da Faculdade Ielusc é demitida após se posicionar contra o Bolsonaro

A direção do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos de Santa Catarina - Sintect/SC está solidária à professora Maria Elisa Máximo, da Faculdade Ielusc, em Joinville, depois de publicar em sua conta pessoal no Twitter, comentário sobre a presença de Bolsonaro na cidade.
 
Entendemos que todos os cidadãos têm o direito de expressar suas opiniões.
 
O limite para qualquer manifestação é quando se comete um crime.
 
A liberdade de expressão é garantida pela Constituição Federal de 1988.
 
Maria Elisa Máximo trabalhava há 15 anos na Instituição.
 
Além de perder o emprego, a professora tem sofrido ameaças por meio de suas redes sociais.
 
O atual presidente da Câmara de Vereadores de Joinville, Maurício Peixer (PL), pressionou a direção do Ielusc para punir a professora pela opinião.
 
Maurício Peixer fechou os olhos para o regimento interno da Câmara e permitiu que o vereador Willian Tonezi fizesse campanha, em plenário, para o candidato Jorginho Mello (PL).
 
Está claro que a direção da Instituição cedeu à pressão de bolsonaristas ligados à coordenação e direção do Ielusc.
 
O pior exemplo foi uma instituição educacional, que forma profissionais em diversas áreas, demonstrou ser antidemocrática.  
 
Está claro que a atitude da professora foi contrária aos interesses da Instituição.
 
Seria um ato de nobreza e um bom exemplo para a democracia se a direção da Faculdade Ielusc voltasse atrás na decisão.
 
O papel de uma instituição educacional é educar, formar e construir cidadãos conscientes de seus direitos e de sua liberdade.
 
Mais uma vez o nosso respeito e solidariedade a professora Maria Elisa.
 
Direção do Sintect/SC

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