Na cidade de Osasco o carteiro Georges Antônio da Silva, 41 anos, que trabalha no CDD – Centro de Distribuição Domiciliária – Rochdalle, sofreu um ataque nervoso durante o trabalho, no momento em que estava terminando o ordenamento das cartas, atividade realizada antes do carteiro sair para fazer as entregas.
Georges Antônio sentiu fortes dores na cabeça e buscou auxílio, mas ao sair do local de trabalho foi repreendido pelo chefe da unidade. O trabalhador, sentido-se mal, foi para o banheiro, a situação se agravou e Georges entrou em estado convulsivo.
O ataque nervoso aconteceu em função da situação de pressão pela qual o carteiro foi submetido. De acordo com os trabalhadores, desde que o SAP foi implantando, as chefias tem oprimido os companheiros. Neste caso além de duvidar do problema de saúde do trabalhador, o chefe da unidade não prestou os primeiros socorros.
Georges foi conduzido ao Hospital Candido Portinari, no Bairro do Jaraguá, onde deu entrada na emergência do hospital com inicio de Acidente Vascular Cerebral (AVC), tendo sido internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
O SAP está colocando em risco a vida dos trabalhadores do setor operacional, oficializando através das METAS, do PCCS/2008 do SGDO e a agora do SAP a opressão a categoria. Fica muito difícil para um pai ou mãe de família trabalhar sempre com o medo de receber uma má avaliação e assim ser demitido. Ainda tendo de conviver com a terceirização dos serviços para atender os interesses da privatização dos Correios.
O SINTECT/SC está em luta contra o assédio moral que os trabalhadores estão sofrendo nas unidades em todo o estado de Santa Catarina. Seja pela implantação do SAP ou na maneira como as chefias têm se relacionando com os trabalhadores, o sindicato está atento, recebendo as denúncias e cobrando da diretoria regional do Correios que sejam tomadas as devidas providências.
O trabalhador precisa compartilhar de um ambiente tranquilo e com todas as condições para que possa desempenhar a sua função com qualidade. O maior patrimônio dos Correios são os seus trabalhadores. É preciso investir em estrutura e na realização de Concurso Públicos. Esses investimentos por si só já evitaria que sistemas de avaliação precisassem ser implantados para pressionar o trabalhador, que muitas vezes não tem as condições básicas para trabalhar.
(com informações SINTECT/MG)
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