Em 2012, as mulheres estão comemorando 80 anos da conquista do direito ao voto. Por isso, é fundamental a participação das mulheres na elaboração e construção de políticas na busca de oportunidades iguais para homens e mulheres. Essa participação deve ser em todos os setores que permitem o debate e a construção de políticas públicas, como as associações de bairros, conselhos profissionais, conselhos de direito, sindicatos, federações.
A luta pelos direitos políticos para as mulheres começou no século XVIII, no inicio da Revolução Francesa. Em 1893, a Nova Zelândia se tornou o primeiro país a garantir o voto feminino. Em 1918, as mulheres conquistaram o direito de voto no Reino Unido, e em 1919, nos Estados Unidos.No Brasil a zoóloga Bertha Lutz foi uma das principais responsáveis pela organização do movimento em torno da luta pelo direito ao voto feminino. Em 1934, Carlota Pereira de Queirós foi a primeira mulher Deputada Federal eleita no país.
Atualmente a Câmara Federal é composta por 45 Deputadas de 513 vagas. No Senado, há 12 senadoras, dentre os 81 lugares. E duas mulheres ocupando as vices presidências do Senado e da Câmara. Em todo o país, as mulheres correspondem a menos de 10% das chefias das prefeituras e somos cerca de 12% dos vereadores eleitos. Com a eleição da presidente Dilma Rousseff as mulheres ganharam mais destaque no cenário político. Dilma nomeou 10 Ministras de Estado e indicou mulheres para cargos executivos, como a Presidência da Petrobras.
Entretanto, todos os avanços na busca pela igualdade não diminuiu a diferença existente entre os salários de homens e mulheres que ocupam a mesma função no trabalho. Além disso, pesquisas revelam que as as mulheres são as maiores vitimas de assédio moral e sexual nas relações de trabalho.Mesmo com o crescimento do nível de escolaridade, as mulheres ocupam poucos espaços mais conservadores, como em setores do Poder Judiciário.
No Brasil, 40% das mulheres são as únicas responsáveis pelo núcleo familiar e 3 milhões e meio de brasileiros e brasileiras vivem sem o reconhecimento de paternidade. Com relação à saúde das mulheres, muitos são os programas para a prevenção do câncer de mama e colo de útero, ao HIV e AIDs, a diabetes. Mas há a necessidade urgente de resolvermos a estimativa anual de 200 mil internações hospitalares por abortamento e 200 óbitos por aborto.
Mais de 70% da população brasileira conhece a Lei Maria da Penha. Mas em 2012 foram registradas cerca de 3054 ocorrências por Ameaças, 1618 ocorrências por Lesão Corporal, 17 ocorrências por Tentativas de Homicídio Doloso,e 2 ocorrências por Homicídio Doloso, todos com relação a violência doméstica contra a mulher.
Os governos devem ter uma preocupação constante com as mulheres e o compromisso de implementar políticas para as mulheres com o objetivo principal de romper com este ciclo de sujeição e domínio, pois proteger e cuidar, também é função do Poder Executivo. As organizações não governamentais, movimentos, sindicatos, tem cumprindo papel importante na construção de uma autoimagem e de valorização das mulheres.
FONTE
Relatório técnico / Assessoria Bancada PT/SC
Designed by HTML Codex