Aconteceu no 16/02, no auditório da APCelesc, em Florianópolis, reunião de entidades representativas dos beneficiários de planos de saúde com auto-gestão . Os diretores do SINTECT-SC participaram do encontro com o objetivo de buscar esclarecimentos sobre essa modalidade de plano de saúde, semelhante ao oferecido aos trabalhadores dos Correios. Este evento foi organizado pelos representantes da gestora de planos de saúde Unidas e serviu também para explicar a atual situação dos planos de saúde, os problemas e a solução para os planos com auto-gestão.
A Unidas é uma operadora de auto-gestão de saúde complementar, possui quase 20 filiadas e 120 mil beneficiários, dentre eles os Correios, Eletrosul, Geap e Petrobrás. Os representantes da Unidas explanaram sobre o não atendimento e a desfiliação de seus prestadores de serviços, causando inúmeros transtornos aos beneficiários, incluindo-se neste rol, os funcionários dos Correios.
Seus representantes afirmaram categoricamente que o impasse no reajuste das tabelas de seus prestadores (médicos), se deu a intransigência da COSEMESC (Conselho Superior das entidades Médicas), que quer, segundo os representantes da Unidas, implementar a tabela plena, o que seria impraticável devido ao impacto financeiro que causaria nos valores refletindo no aumento exorbitante dos preços de consultas, tratamentos e desestimulando os beneficiários a permanecer nos planos em questão.
As negociações entre a COSEMESC e a Unidas chegaram a um impasse, causando a paralisação no atendimento médico aos beneficiários. Segundo a Unidas, a COSEMESC exige um reajuste linear de 60%, em consultas e procedimentos médicos, enquanto que a Unidas apresentou três contra-propostas e já esta praticando um aumento de 16,7% nas consultas e 8% nos procedimentos médicos.
Para a Unidas o aumento é viável pelo mercado e praticado por quase todas operadoras de planos médicos, aumentando a consulta médica para o valor de R$56,00. De acordo com a Unidas a intransigência da COSEMESC é de cunho político, orientando os médicos a aderirem a greve aos filiados da Unidas, se recusando a atender seus credenciados e deixando milhares de beneficiários sem atendimento.
Indagados pelos representantes do SINTECT/SC sobre quais medidas a operadora Unidas está tomando para amenizar os problemas de seus beneficiários, e o porque da ausência de um representante da COSEMESC, os representantes da Unidas responderam que não era seu intuito estabelecer um \"debate\" sobre o tema, convocando um representante da COSEMESC, e que suas ações no sentido de diminuir o impacto do não atendimento, era no sentido de fazer um \"esforço\" para viabilizar e retomar os atendimentos, divulgando o aumento concedido, mesmo sem um acordo assinado, esclarecendo a sociedade e aos seus beneficiários, e que continuam abertos a negociação.
O advogado do sindicato questionou se já não era o momento de acionar os órgãos que regulam os planos de saúde, como a ANS (Agência Nacional de Saúde) e o poder Judiciário, para fazer valer o acordo firmado entre os órgãos envolvidos. A resposta foi de que ainda seria preciso esperar até o dia 24/02, dia programado para mais uma reunião com a COSEMESC.
De fato, o que acontece é que por questões financeiras, a saúde está sendo tratada como mercadoria entre seus gestores, e quando não se chega à um consenso financeiro, quem paga pelo descaso são os trabalhadores (beneficiários) que pois tanto a COSEMESC como da Unidas, não estão concedendo assistência médica compartilhada.
O SINTECT/SC com a assessoria jurídica está tomando conhecimento da situação e vai lutar para que se mantenha o que foi assinado e combinado no Acordo Coletivo de Trabalho, que é a manutenção do atendimento médico aos seus beneficiários. Qualquer novidade neste sentido estaremos informando a nossa categoria por e-mail, jornal e pelo site.
Designed by HTML Codex