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A única maneira de evitar essa mobilização será a ECT voltar atrás nas propostas, retirando os cortes de direitos trabalhistas da proposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho. Além de atender a pauta de reivindicações da categoria e oferecer um reajuste salarial com índice que supere a inflação do período, com ganho real.
- Entretanto, de acordo com as negociações que estão ocorrendo em Brasília, entre os membros do Comando e da ECT, não existe qualquer sinalização no sentido de uma proposta da empresa, próxima do respeito que a categoria merece - afirma o Secretário Geral do Sintect/SC Gilson Vieira.
As Assembleias de trabalhadores da ECT de todo o Brasil, no dia 14 de setembro, vão decidir pelo inicio da greve nos Correios. Quem andar pela Grande Região Metropolitana de Florianópolis já poderá notar a indignação da categoria expressa em frases expostas e espalhadas pela cidade, em campanha publicitária de outdoor, nos quais a direção do Sintect/SC dialoga com a população.
Com essa publicidade, a categoria tem como objetivo atrair a atenção da sociedade, para os inúmeros problemas pelos quais estão passando Carteiros, Atendentes Comerciais, Operadores de Triagem e Transbordo.
- A mensagem é clara, direta e até repetitiva, pois essa é uma categoria do serviço público federal, que sempre sentiu-se desrespeitada pelos governos anteriores e que agora mantém o pessimismo quanto a atual gestão - explica o dirigente sindical.
A proposta dos interlocutores da ECT para o ACT e as alterações administrativas que estão ocorrendo nos Correios demonstra que esse ano a greve precisa contar com a participação não apenas do trabalhador, mas de todo cidadão insatisfeito com a política e com o governo.
Os trabalhadores dos Correios estão pedindo socorro. No dia a dia a falta de condições de trabalho se apresenta não só no descaso das Direções Regionais da estatal em cuidar da segurança dos funcionários, vítimas de assaltos dentro das Agências dos Correios. Em 2015, foram registrados mais de 30 assaltos as Unidades.
A categoria tem sofrido com as alterações no plano de saúde que perdeu sua característica social assim como o próprio Correio, que teve sua organização administrativa fatiada, abrindo caminho para a privatização do serviço público.
- Se a sociedade está cansada dos mesmos políticos, os trabalhadores dos Correios estão dispostos a fazer o embate, ir pra luta e se for necessário cruzar os braços. A greve é a ferramenta de luta contra a exploração e o descaso do gestor, do diretor, do governo. Se está ruim a atual situação, ela tende a piorar se todos se mantiverem em silêncio - conclui Gilson.
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