Palestra sobre assédio promovida pela DR/SC não teve a participação dos trabalhadores

Durante a palestra a dirigente sindical falou sobre a situação dos trabalhadores do CTC Gturn 2 e relatou que após a categoria ter feito a denúncia a DR considerou que não houve assédio.

Com reduzida participação dos trabalhadores da base e dos gestores, a semana para \"reflexão sobre a violência no trabalho\", promovida pela Direção Regional dos Correios de SC, foi um fracasso porque não serviu para esclarecer a categoria que mais sofre com o assédio moral nas Unidades dos Correios.

No dia 22/8, ocorreu um debate sobre assédio moral, sexual e outras formas de violência no local de trabalho. O evento aconteceu no auditório Amanajé, do Complexo Operacional e Administrativo, em São José. A participação no evento contaria como 4 horas de treinamento e 1 hora de TLT.

De acordo com a dirigente sindical Lucia Helena o que chamou atenção foi a não participação dos trabalhadores da área operacional.

- Levando em consideração o número de denúncias de assédio protocoladas pelos trabalhadores com o ASGET. - lamenta Lucia.

Durante a palestra a dirigente sindical falou sobre a situação dos trabalhadores do CTC Gturn 2 e relatou que após a categoria ter feito a denúncia de assédio, a DR/SC criou um grupo de trabalho, mas ao final da apuração das denúncias, chegou a conclusão de que não houve assédio moral e sexual.

- Qual é o posicionamento dos trabalhadores quando o resultado é favorável ao assediador e como a categoria deve se comportar ao voltar a conviver todos os dias com o mesmo gestor? - questionou a dirigente Lucia.

Segundo o administrador Renato Tochetto de Oliveira quando a empresa não admite o assédio o passo seguinte a ser dado pelos trabalhadores é procurar o Ministério Público.

- Os trabalhadores não poderiam continuar a conviver com o denunciado, pois a situação promove um desconforto que se reflete no adoecimento psicológico dos trabalhadores. Os Correios precisa adotar uma política de prevenção para orientar e evitar o pior desfecho nestes casos, como o suicídio.

Renato Tochetto é formado em Administração pela UFSC e atua na coordenação do convênio de pesquisa entre a UFSC/SRTE (Superintendência Regional do Trabalho no Estado de Santa Catarina), com atuação na área das relações de trabalho, macroergonomia, saúde psicossocial e qualidade de vida.

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