Seja Sindicalizado!
Direção do Sintect/SC realiza II Encontro Racial
05 DEZ 2017
"É impossivel não falar sobre negritude e História dos negros no Brasil sem falar de escravidão, um processo que levou ao sequestro, tortura e trabalhos compulsórios até a morte, seja nas fazendas de algodão, na América do Norte, nos Canaviais, na América do Sul e nas plantações de café", falou o palestrante convidado e militante do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe (MNQRC) e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Wagner Miquéias F. Damasceno, durante o Encontro Negras e Negros.
 
O evento realizado no dia 2 de dezembro, na sede do Sintect/SC, é alusivo ao Dia Nacional da Consciência Negra e pelo segundo ano consecutivo promoveu um debate sobre preconceito e o racismo para os trabalhadores dos Correios. - O preconceito está presente no cotidiano de trabalho pois ainda é uma pratica nas Unidades da estatal e precisa ser combatido por toda a classe trabalhadora -, destacou o dirigente do Sintect/SC André Gonçalves.
 
Wagner Miquéias completa apontando a escravidão como um dos fatores do desenvolvimento do capitalismo e crítica o movimento negro por ter abandonado a luta contra o racismo por meio da ação direta para optar pela luta atrelada aos gabinetes de parlamentares. - Nos achamos que a luta por reparações leva ao avanço da mobilização da classe trabalhadora - e continua: - a luta dos negros não é só por reparações imediatas mas é por algo que o capitalismo não poderá proporcionar [referindo-se a igualdade] - completou Wagner. 
 
O Brasil é o país que reúne o maior número de negros e negras fora do continente africano. Cintia Santos do Coletivo Chega de Racismo de Criciúma falou da importância da inclusão do Dia 20 de novembro no calendário e lamenta o fato de muitos muncípios não aceitarem a data como sendo extremamente importante para a população brasileira.  
 
- A morte de Zumbi precisa ser lembrada pois se deu como uma forma de amedrontar ou mesmo de apagar a sua história porque muitos o julgavam como imortal, porque mesmo depois da destruição do Quilombo dos Palmares, levou 2 anos até conseguirem aprisionar Zumbi até ocorrer o degolamento para que ele fosse exposto em praça pública, como um troféu - conta Cintia.
 
O dia 20 de novembro aproveita pra relembrar a data da morte de Zumbi um escravo que escapou da opressão e organizou o Quilombo dos Palmares, localizado na atual região de União dos Palmares, em Alagoas. A comunidade do Quilombo era formada por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. 
 
A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte) de São José, convidada pra falar sobre a questão índigena, Ingrid Assis Leitemberg, falou do preconceito a partir da experiência de viver em uma socidade que transforma vidas em histórias desumanas. - Eu sou de origem índigena mas só a pouco tempo eu pude reconhecer a minha origem e isso faz parte deste processo desumano, quando os índigenas deixam suas raízes [assim como ocorreu com os africanos] e vão para a cidade são transformados em índigenas urbanos - explica. Ao chegar a cidade os índigenas, assim como os negros, são descaracterizados. - Esse efeito nos faz negar a nossa identidade e a nossa própria cultura. - completa. 
 
Após o debate, ao meio dia, foi servida uma feijoada ao som de roda de samba. 
 

Confira no vídeo como foi o Encontro Racial realizado na sede do Sintect/SC, no dia 2 de dezembro.

 





Mais Notícias em Seja Sindicalizado!:
Na luta contra a Reforma da Previdência
05-12-2017
Contato
Rua Heronildes José da Silva, 190
CEP: 88110-624 - Bairro Floresta, São José/SC
Telefones/Fax: 0800-646-1992
(48) 3346.1992
/ (48) 3346-3448
Horário de funcionamento:
8h as 12h / 13h as 17h
Cadastre-se para receber nossas notícias:
cadastrar ou remover
Receba notícias por SMS
cadastrar     remover